A movimentação lenta verificada na primeira quinzena vai se tornando cada vez mais acentuada à medida que o mercado vai adentrando a segunda quinzena. Com isso, após o preço médio diário do boi gordo sofrer pequeno retrocesso no segundo dia de negócios da semana, o ambiente seguiu fragilizado, com frigoríficos pouco atuantes e, ainda, pressionando por fechamentos favorecidos nas aquisições de boi gordo. Mesmo assim, os pecuaristas conseguiram sustentar o preço inalterado.
O resultado, por ora, é um preço médio diário que apresenta valor 1,4% abaixo do recebido na abertura do mês, enquanto o acompanhamento realizado pelo Pecsite referente os últimos 12 anos indica que, nesse momento, a comercialização do ruminante alcança evolução de 0,5%. Bem diferente, portanto, do mesmo período do ano passado quando houve involução de 9,1% na comercialização do boi gordo.
O ambiente de negócios mostra grande debilidade e os frigoríficos, com escalas alongadas de abate, mostram pouca motivação para aquisições neste período de baixo consumo doméstico. Assim, mesmo com ofertas limitadas, é certo que os pecuaristas tendem a continuar sofrendo pressão dos frigoríficos para fechamentos diferenciados.